quarta-feira, 11 de junho de 2025

Entre o Grito e o Silêncio: Identidade, Julgamento e Acolhimento

 

Entre o Grito e o Silêncio: Identidade, Julgamento e Acolhimento

Não nascer seria talvez escapar da leitura distorcida de um mundo que julga antes de entender. Nascer homem, por vezes, é ser inserido num roteiro de culpa herdada, projetado por discursos fragmentados e ideologias sem contexto.

Há quem defenda múltiplas identidades de gênero, ao mesmo tempo em que manipula discursos biológicos conforme conveniência. Contradições que desorganizam o sentido e afastam o acolhimento.

O que considerar? O que desconsiderar? Quando a ideologia se torna gíria, e a gíria se mascara de revolução, resta a confusão como norte.

Quero fazer parte. Não de movimentos que atacam, mas de espaços que acolhem. Onde haja escuta e não julgamento, presença e não imposição.

Às vezes, tudo parece um lugar de pinguins — silencioso, frio, isolado. Ou um trem que ninguém percebe passar — veloz, ignorado, inevitável. E resta apenas contar a si mesma os erros do passado que condenam o presente, os erros do futuro disfarçados de verdades libertadoras.

Vivemos entre o desejo de revolução e o medo da escravidão ideológica. E talvez o maior gesto de liberdade seja não pertencer, mas compreender.

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