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Convenções Linguísticas na Notação Musical Internacional
1. Fundamento: por que existem nomes diferentes para as mesmas notas?
A terminologia musical varia entre países porque existem sistemas linguísticos distintos de nomeação sonora. A música ocidental usa um conjunto universal de frequências, mas a forma de nomeá-las depende da tradição pedagógica e cultural.
Existem dois sistemas principais:
Sistema por letras — usado em países anglófonos (C, D, E, F, G, A, B)
Sistema silábico (solfejo) — usado em países latinos (Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si)
Nos países de línguas latinas, as sílabas do solfejo funcionam como nomes reais das notas, não apenas exercício vocal.
Já nos países de língua inglesa, as letras são o padrão oficial de nomenclatura musical.
2. O que significa “Flat” e “Sharp”?
Esses termos são simplesmente palavras inglesas para acidentes musicais:
Sharp (♯) → sustenido → aumenta a nota em meio tom
Flat (♭) → bemol → diminui a nota em meio tom
Natural (♮) → bequadro → cancela alterações
Acidentes são símbolos que modificam a altura da nota imediatamente à direita na partitura.
Também existem:
Dobrado sustenido (𝄪) → sobe um tom inteiro
Dobrado bemol (♭♭) → desce um tom inteiro
Essas alterações duplas representam mudança de um tom completo na frequência sonora.
3. Por que no Brasil não se fala “flat” e “sharp”?
Porque o Brasil segue a tradição latina de nomenclatura musical:
✔ usa nomes silábicos
✔ traduz termos técnicos
✔ mantém padronização pedagógica
Logo:
Inglês
Português
Função
Sharp
Sustenido
Eleva semitom
Flat
Bemol
Reduz semitom
Natural
Bequadro
Cancela alteração
4. Quantos sistemas de terminologia musical existem?
Podemos organizar as convenções globais em cinco modelos principais:
Sistema
Regiões
Exemplo de Dó sustenido
Latino fixo
Brasil, Espanha, França
Dó sustenido
Anglo-saxão
EUA, Reino Unido
C sharp
Germânico
Alemanha, Áustria
Cis
Solfejo móvel
Didática vocal internacional
Depende da tonalidade
Sistema indiano
Música clássica indiana
Sa-Re-Ga etc.
5. Diferença crítica: Dó fixo vs Dó móvel
Existem dois modelos pedagógicos internacionais:
Dó fixo
→ Dó sempre é a nota C
→ comum em países latinos e eslavos
Dó móvel
→ Dó é sempre o primeiro grau da escala
→ usado para treinamento auditivo e canto
Exemplo:
Sistema
Tonalidade: Ré maior
Dó fixo
Ré é Ré
Dó móvel
Ré vira Dó
6. Mapeamento global das nomenclaturas
Nota
Latino
Inglês
Germânico
C
Dó
C
C
D
Ré
D
D
E
Mi
E
E
F
Fá
F
F
G
Sol
G
G
A
Lá
A
A
B
Si
B
H (Si natural)
Observação: em países germânicos, a letra B representa Si bemol, e H representa Si natural.
7. Conclusão técnica
A música é universal — a terminologia não.
O que muda entre países não é o som, mas o sistema linguístico de referência. Portanto:
Flat não é diferente de bemol — é apenas inglês
Sharp não é diferente de sustenido — é tradução
Dó, C ou Sa podem representar a mesma frequência
Princípio fundamental:
➡ partitura é linguagem simbólica
➡ terminologia é convenção cultural
Logo, músicos internacionais precisam dominar múltiplos sistemas de nomenclatura para leitura global.